
O óleo de coco é algo que, quase toda a gente já conhece, quanto mais não seja por ser muito utilizado na cozinha.
Como bem vocês me conhecem, eu sou diferente, daí o meu uso o óleo de cocô também o ser, daí que não o use na culinária, mas sim para outras coisas, onde posso tirar maior proveito dele, e é isso que venho aqui hoje partilhar convosco.
Lembram-se quando, há uns meses atrás vos falei das BOLACHAS DE AVEIA COM PEPITAS DE CHOCOLATE DA GULLÓN? Pois bem, qual não é o meu espanto quando vejo numa prateleira umas bolachas da mesma marca, mas desta feita, de muesli? Confesso-vos que fiquei atónita, e não fosse estarem em promoção, elas tinham-se mantido no seu sítio e eu no meu. Mas visto que achei interessante a mistura de algo saudável (muesli) com algo não-tão-saudável-pelo-menos-a-maioria-das-vezes, então decidi trazê-las para o conforto do lar.
Confesso-vos que já fui das pessoas que odiava muesli, principalmente (se não apenas) pelo facto de ter passas. Passas era algo que não conseguia manter na minha boca mais do que 3 segundos. Ou engolia inteiras, ou deitava para fora. Sim, iam todas intactas para o querido do estômago, mas parece-me que ele nem se importava muito com isso.
Enfim, isto tudo são histórias passadas, porque entretanto fui-me habituando às fofas das passas, e agora até são o meu snackzinho do lanche quando me apetece ser gulosa-saudável. E foi mais ou menos por aqui que me cresceu este interesse nestas bolachas que, confesso, não desiludiram.
Como são bolachas de muesli, correspondem às expectativas do sabor a muesli e a frutos desidratados (como alperce, que acho fantástico), no entanto, e mais uma vez, a minha única desfeita continua só a ser mesmo o teor de gordura, que nas bolachas é sempre desmesuradamente grande. De resto, e em termos de ingredientes, acho que são equilibradas, mas deixo-vos os detalhes para vosso critério.
Classificação: 6,5/10
Disponível: Continente
Preço: Continente: 1,99 € - 5,45€/Kg ; 0,99€ - 2,71€/ Kg (ficou-me mais barato por estar em promoção)
Jumbo: 1 € - 2,74€/Kg (não sei se está em promoção, foi este o valor que me apareceu no website)
Ingredientes:
Farinha integral de Trigo (50%), óleo vegetal de girassol de alto teor oleico (16,5%), açúcar, pedaços de soja caramelizada (5,5%) [sementes de soja, açúcar], flocos de aveia (5%), xarope de glicose e frutose, passas (2%), preparado de alperce (2%) [xarope de frutose e glicose, concentrado de polpa de alperce, xarope de glicose, humectante (glicerol), açúcar, fibra de trigo, agente gelificante (pectina), óleo vegetal (girassol), acidulante (ácido cítrico), aromas], levedantes (hidrogenocarbonato de sódio, hidrogenocarbonato de amónio), sal e aroma de pêssego. Pode conter vestígios de leite.
Já conhecias estas bolachas? Se sim, deixa a tua opinião na caixa de comentários abaixo.
Olá pessoas!!
Mais um vídeo de uma receita super simples e de algo que todos nós conhecemos, quanto mais não seja pelas pessoas que se encontram à nossa volta estarem sempre a referi-lo como se fosse o Santo Graal da alimentação vegetariana: o tofu!
E quem diria que, com apenas 3 ingredientes que são facilmente encontrados em qualquer supermercado, se pode fazer tofu em casa, muito mais barato e saboroso!
Ingredientes:
- 2 chávenas de grãos de soja
- 5 colheres de sopa de sumo de limão
- água filtrada
Coloca os grãos de soja numa tigela e deixa de molho por 12 h. Escorre e lava os grãos bem, para que não fique com sujidade. Tritura a soja num liquidificador ou num copo específico. Se utilizares um liquidifcador, usa um pano branco e sem tinta para coar a soja. Ao coar, mede a quantidade final de leite, que deve ser correspondente a 1,5 L. Caso não seja suficiente, coloca a restante quantidade em água filtrada. Os resíduos da soja - okara - podem ser usados em hambúrgueres, croquetes, bolachas ou bolos.
Leva o leite ao lume médio, por cerca de 10 minutos, mexendo sempre. Retira as espumas que se formam, para perceber de forma fácil quando é que está a ferver. Após este tempo, desliga o lume. Adiciona o sumo de limão, de forma gradual, até veres que fica com uma consistência de "cérebro mexido". Tapa e deixa repousar por 10 minutos. Após este tempo, com um pano num coador, deita a mistura para o mesmo, deixando que o tofu se forme. Coloca peso em cima, e deixa repousar por 40 minutos. Desembrulha o tofu, e deixa a repousar por 15 minutos numa tigela com água filtrada. Repete o último passo e está pronto. Podes conservar no frigorífico, coberto em água filtrada, por 3 dias.
Em celebração ao Dia Mundial do Veganismo, decidi que já cá faltava um pouquinho de conhecimento vegetal neste meu sítio online. Assim, e sem mais demoras, hoje venho falar-vos da origem do veganismo.
Ao rever a história do veganismo é fácil identificar-mo-nos com vários aspectos deste estilo de vida, que já se vive há mais tempo do que eu pensava, e a minha ignorância neste assunto me ditava. O facto de perceber que alguns dos dilemas com que me vou deparando no dia-a-dia foram vividos por contemporâneos em tempos anteriores, é interessante e motivador para continuar a batalhar, por um mundo mais livre e consciente, sempre!
Mais uma vez, e para os mais distraídos, o veganismo é um termo complexo, que engloba não só a vertente alimentar da nossa vida, como qualquer outra vertente onde possamos evitar ao máximo possível a exploração, morte ou sofrimento de animais no seu processo, em que extensão for. Vamos então passar à História:
O Ínicio dos inícios
A origem do termo vegetarianismo é desconhecida, mas surgiu pela primeira vez em 1839, na Georgia, EUA, pela escritora Fanny Kemble. Apesar disso, a prática do vegetarianismo remonta à civilização Hindu, 3300-1300 anos antes da Era Comum (estas modas que se enraizam e aguentam séculos atrás de séculos...).
O vegetarianismo enquanto movimento estabeleceu-se no século 19, nos EUA e no Reino Unido. Em 1813 o poeta Percy Shelley reportou a abstinência de todos os produtos animais e de qualquer licor alcoólico, no seu livro "A vindication of Natural Diet". Em 1815, um médico de Londres, William Lambe promoveu a sua dieta vegetal que curava qualquer tipo de patologia. Lambe referia também que a ingestão de produtos animais é uma irritação constante para o corpo, e que o leite e a carne são dois ramos da mesma árvore, que ou se mantêm em pé juntos, ou ambos "caem".
O primeiro vegan de que há registo, Al-ma' Arri, remonta ao ano 973-1054, sendo as principais razões a saúde, a crença na reincarnação (e claro que ninguém gostava de ser morto para ser comido noutra vida), o bem-estar animal e a justiça igualitária entre humanos e animais.
Por volta de 1830,foram várias as comunidades veganas que se foram estabelecendo nos Estados Unidos, no entanto a maioria não prosperou pois as ideias vigentes não foram muito bem aceites pela sociedade de então. A Alcott House, em Londres, foi a mais bem sucedida comunidade vegana de então, que se manteve em funcionamento durante 10 anos (1838-1848), impulsionando a criação da Vegetarian Society, em 1847.
E para verem que a ideia de extremismo do conceito de veganismo não é de hoje, em 1884, The Medical Times and Gazette, em Londres citava que:
"Existem dois tipos de vegetarianos - a forma mais extrema, os vegetarianos que não consomem qualquer tipo de produto animal, e um sector menos extremo, que consomem ovos, leite e peixe."
O desenrolar da máquina consciente
No início e ao longo do século 20, o não consumo de lacticínios e produtos derivados animais foram alvo de críticas duras e constantes, por parte, principalmente, da comunidade vegetariana, que alegava que desta forma os veganos iriam afastar as pessoas com pontecialidade de deixar de comer carne/peixe.

Em 1944, vários membros da Vegetarian Society pediam por uma secção vegetariana na newsletter da comunidade, e após este pedido ter sido negado, Donald Watson, secretário do ramo em Leicester iniciou uma newsletter, em Novembro de 1944, denominada The Vegan News. Com o sucesso procedente, foi criada a Vegan Society, fundada por Watson, sendo que o Dia Mundial do Veganismo é celebrado hoje, em homenagem à criação desta sociedade.
Desde o início que a Vegan Society esclareceu que proclamava um estilo de vida sem qualquer tipo de produtos animais, não só na alimentação, mas em todos os sectores que pudessem levar ao sofrimento de animais tão sencientes como nós. Entretanto vários livros, e receitas veganas foram aparecendo, e a adesão foi muito boa.
Nos anos 60 e 70, as preocupações com a dieta, o ambiente e a desconfiança nos produtores alimentares levaram a um maior interesse na agricultura orgânica por parte de vegetarianos. Nas décadas consequentes, vários cientistas e médicos, como Neal D. Barnard, John A. McDougall, Michael Greger e T. Collin Campbell, fizeram diversos estudos que levaram à conclusão que os produtos animais só nos fazem é mal, e foram redigidos vários livros que o demonstraram.

Nos anos 80, o veganismo estava muito relacionado a grupos de punk, principalmente straigh edge hardcore punk nos EUA e anarco-punk no Reino Unido
Entretanto, nos últimos 10, 15 anos, o veganismo começou a ser mainstream, sendo que a quantidade de livros, documentários, restaurantes, e produtos veganos cresceram de forma estrondosa, cerca de 18% de 2005-2010. Em 2011 foi inaugurado o primeiro supermercado vegano na Alemanha, e até no Oktoberfest, um festival super inundado com carne, já tem opções veganas!
O sucesso deste estilo de vida só demonstra o que será o futuro daqui para a frente. Se podemos viver uma vida que proporcione o maior bem-estar animal possível, com menor impacto também para o planeta e sem peso na consciência, parece-me que esse é o melhor caminho a tomar. A consciência é liberdade!












