Nós humanos, continuamos a ser a única espécie que, após adultos, continua a consumir leite, de outra espécie. Porque sempre foi asism, e houve uns marmanjos que um dia se lembraram que tinha de ser assim que íamos evoluir. Pasados muitos anos sobre o assunto, e continuamos a perpetuar este tipo de atividade, que trás tanto sofrimento a animais inocentes e sencientes.
As vacas, tal como nós, formam relações de amizade com outros animais, gostam de jogos, e, caso não sejam confinadas a um espaço pequeno em que as suas tetas valem mais do que o bater do coração, têm como desejo básico proteger e cuidar dos seus vitelinhos.
É exactamente por essa razão que produzem leite: para alimentar o seu bebé, que na realidade é retirado do colo da mãe com 1 dia de existência na cruel e curta vida que irá experienciar.
As vacas são artificialmente inseminadas (uma palavra cara para violação ), bem novinhas. Após terem dado à luz, dão leite por 10 meses, sendo reinseminadas de novo para o ciclo se propagar até à exaustão da pobre coitada. No habitat natural, as vacas não dariam tanto leite, apenas o necessário para o seu bebé, mas aí entramos nós com a manipulação genética - por vezes antibióticos e hormonas - e dieta contra-natura que pode incluir penas de galinha e peixe para permitir a cada vaca ser capaz de produzir 9000 litros de leite por ano.
O leite, é para nós e para os gelados, manteigas, iogurtes e queijinhos que todos adoramos comer. Leite este que, devido à grande ocorrência de mastite em, pelo menos, 2/3 das vacas leiteiras, está repleto de células somáticas (principalmente glóbulos brancos) resultantes da inflamação, e que são legalmente permitidas até um certo nível (na Europa 400,00 celulas, nos EUA 750,000 é no Brasil 1,000,000.)
Depois da separação dolorosa da sua mãe, o pequeno vitelo bebé é então colocado em pequenos compartimentos durante 3-18 meses, sendo alimentado com substitutos do leite, onde por vezes é adicionado sangue bovino (uma fonte barata de proteína), é engordado 0,5 kg/ dia, para ser morto e vendido como carne de vitela.
Durante toda a sua vida, o vitelinho além de sofrer de diarreia, pneumonia, dores horríveis por falta de oxigenio nas pernas (devido ao confinamento propositado para a carne ser tenra) também sofrem de anemia crónica pois a sua dieta é propositadamente baixa em ferro para que a carne seja clara.
Caso seja uma bezerra, irá seguir os passos da mamã, sendo repetidamente violada e explorada, sofrendo até ao dia da sua morte.
Enquanto isto acontece, as vacas gemem meses e meses a fio pelo seu bebé roubado. Isto é o resultado da agonia em que vivem estas mães, agonia considerada prática comum e imprescindível na indústria dos lacticínios. Como se não bastasse, as vacas passam a vida em confinados espaços de cimento, a viver entre os próprios excrementos, até o seu corpo fracassar (cerca de 4/5 anos). Ainda assim, a sua carne é aproveitada para carne mais barata ou comida para animais domésticos.
Não nos podemos esquecer que cada um destes inocentes seres passa por várias horríveis separações e desgostos ao longo da sua vida, sendo-lhes retirados todos os bebés que alguma vez tiveram e hão-de ter. Mais de 9 milhões de vacas passam por isto (só nos EUA), e ainda assim, a produção de leite nas últimas décadas tem vindo a aumentar: 52 biliões de litros/ano em 1950 para 93 biliões litros/ano em 2014.
Cada colher de iogurte, cada pedaço de gelado e cada copo de leite contribui directamente para a morte de vitelos pequeninos e sofrimento de milhares e milhares de mães.
Todos os dias, vendem-nos um produto resultado de violação, escravidão, rapto, abuso, doença e homicídio, com o rótulo de saúde em letras garrafais.
Como dizia o activista Gary Yorofsky: é o melhor truque de magia alguma vez inventado.
E as pessoas dizem que o veganismo é extremista.
Como se nada disto interessasse por si só, já pensaram no que está escondido num copo de leite? Não vejam os desesperados anúncios da mimosa que referem que o leite é bom, o leite é bommmmm. Guiem-se por dados científicos e concretos.
O cálcio presente no leite traz várias desvantagens agregadas, que nenhum de nós deseja, e por vezes até contraditórias ao que a indústria leiteira nos vende nos rótulos: aumento de fracturas ósseas (principalmente em mulheres) pois tem uma forma única e especial de retirar cálcio dos nossos ossos e dentes. Para além disto, o leite está associado com aumento do risco de cancro da próstata, cancro ovárico intolerância à lactose, acne, acne e alergias lácteas. Além de tudo isto, e como as fofas das vacas são constantemente injetadas com antibióticos (devido à gigante prevalência de mastite), obviamente que estes passam para o leite.
Por fim, e se nos recordarmos do propósito único e final do leite, que é transformar um pequeno vitelo de 40 kg num boi de 900 kg, é mais que obvio que vai levar ao aumento de peso.
Todos os links nos quais me baseei para este vídeo estão na descrição do vídeo.
A próxima vez que forem às compras, pelas vacas e pelos seus filhos, escolham não comprar crueldade.
FONTES:
Bezerros alimentados com substitutos (incluindo sangue bovino):
1 David Goldstein, “Up Close: A Beef With Dairy,” KCAL, 30 May 2002.
2 Bovine Alliance on Management and Nutrition, “A Guide to Calf Milk Replacers,” U.S. Department of Agriculture, 2008.
Vacas são inseminadas enquanto novas:
3 Jeff Stevenson, Heifers Are Still Too Old When They Calve,” Hoard’s Dairyman 15 Mar. 2011.
Vacas vivem no meio de excrementos:
Holly Kays, “Osborne Farms Closes: Embattled Dairy Sells Off Livestock,” Smoky Mountain News 24 Sept. 2014.
Produção de leite aumentou nas últimas décadas:
8 U.S. Department of Agriculture, National Agriculture Statistics Service, “February Milk Production Up 1.7 Percent,” 19 Mar. 2015.
9 Don P. Blaney, “The Changing Landscape of U.S. Milk Production,” Statistical Bulletin Number 978, U.S. Department of Agriculture, Jun. 2002.
Bezerros são criados para carne de vitela:
19 Susan C. Kahler, “Raising Contented Cattle Makes Welfare, Production Sense,” Journal of the American Veterinary Medical Association 218 (2001): 182-6.
20 U.S. Department of Agriculture, Food Safety and Inspection Service, “Safety of Veal, From Farm to Table,” Oct. 2006.
Leite provoca aumento do risco de vários problemas de saúde:
Fracturas ósseas
Cancro da próstata
Acne
Aumento de Peso











